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Perguntas frequentes

Última modificação: Segunda-feira, 3 de agosto de 2020
O que é uma incubadora de empresas e como surgiu?

É um espaço propício para o desenvolvimento de novos negócios com apoio técnico e de gestão. No Brasil, as incubadoras atuam de forma particularizada, adotando metodologias e processos de residência e de acompanhamento do desenvolvimento dos negócios, modelos e prazos próprios, geralmente apoiados na Metodologia do Modelo Cerne. 

A origem das incubadoras se deu nos Estados Unidos, em meados dos anos 1960. Alguns marcos importantes foram: a criação do Vale do Silício, da Route 128 e do North Carolina Research Triangle, todos parques científicos, que cresceram junto às universidades americanas nesse mesmo período.

No Brasil o primeiro Centro de Incubação de Empresas foi criado na cidade de São Carlos, São Paulo, no ano de 1985.

O que é a metodologia do modelo Cerne? 

O Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) é uma plataforma que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação. Para isso, determina boas práticas a serem adotadas em diversos processos-chave, que estão associados a níveis de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). Cada nível de maturidade representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua.

Link para mais informações: https://anprotec.org.br/cerne/

Qual a importância das incubadoras para as instituições de ensino e pesquisa?

Um dos ambientes mais comuns para a criação de incubadoras são as instituições de ensino e pesquisa, especialmente no caso de incubadoras que apoiam empreendimentos do setor de tecnologia. Nessas instituições elas têm acesso a laboratórios e apoio de técnicos e pesquisadores, além da aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos. Sendo essas instituições qualificadas como Entidade Mantenedora da incubadora a ela vinculada. 

As incubadoras possuem também a função de estimular o potencial inovador e empreendedor da Entidade Mantenedora. Nesse contexto, a partir de ações voltadas para sensibilização e prospecção da comunidade interna a incubadora fortalece o ecossistema de inovação e empreendedorismo.

Portanto, as incubadoras são importantes para o desenvolvimento de posturas empreendedoras, independentemente se serão criadas empresas ou não. O mercado valoriza muito essa competência nos profissionais. Além disso, as incubadoras contribuem para uma melhor integração entre as funções de ensino, pesquisa e extensão, no âmbito das instituições de ensino e pesquisa.

Quais são os principais tipos de incubadoras?

Os principais tipos de incubadoras são: as de base tecnológica (abrigam empreendimentos que realizam uso de tecnologias); as tradicionais (dão suporte a empresas de setores tradicionais da economia); as mistas (aceitam tanto empreendimentos de base tecnológica, quanto de setores tradicionais) e as sociais (que têm como público-alvo cooperativas e associações populares).

A Nascente é uma incubadora de base tecnológica.

Como as incubadoras funcionam e quais apoios ofertam?

As incubadoras de empresas são instituições que auxiliam empreendimentos nascentes ou que estejam em operação, que tenham como principal característica a oferta de produtos e serviços no mercado com significativo grau de inovação. Elas oferecem suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor e facilitam o processo de inovação e acesso a novas tecnologias nos empreendimentos.

As empresas que buscam as incubadoras, além de receberem suporte gerencial, administrativo e mercadológico, recebem apoio técnico para o desenvolvimento do seu produto. Com isso, o empreendimento pode ser acompanhado desde a fase de planejamento até a consolidação de suas atividades com a consultoria de especialistas.Geralmente ofertam ainda espaço físico especialmente construído ou adaptado para alojar temporariamente os empreendedores – chamados neste momento de empresas incubadas – e promovem acesso a serviços que as empresas dificilmente encontrariam agindo sozinhas e sem orientação adequada no mercado.Além deste espaço para a instalação de escritórios ou laboratórios, as incubadoras oferecem sala de reunião, auditórios, área para demonstração dos produtos, secretaria, bibliotecas e uma série de outros benefícios por meio de instituições de ensino e pesquisa, órgãos governamentais e iniciativas privadas.

Quem pode participar e qual é o perfil dos candidatos? Que tipo de projeto é passível de ser incubado?

Os projetos de empreendimentos são selecionados via edital público, sendo que eles podem ser apresentados por pessoas físicas ou jurídicas. Os candidatos, em sua maioria, têm formação superior completa ou em curso.

As incubadoras de empresas de base tecnológica apoiam projetos, cujas soluções são de base científica e tecnológica. As inovações apresentadas podem ser de produto, processo ou de serviço. 

As incubadoras de negócios de impacto de base tecnológica apoiam o desenvolvimento de empreendimentos que trazem em seu modelo de negócio a intencionalidade de resolução de um problema social e/ou ambiental, bem como de lucratividade, aliando em suas soluções a ciência e tecnologia. 

Como funciona o processo de incubação?

O processo de incubação pode abrigar empreendimentos residentes (negócios que ocupam espaços dentro das instalações físicas da incubadora) ou não residentes (negócios que tem sua própria sede, mas recebem suporte da incubadora).

Nas incubadoras, o processo incubação abrange, geralmente, o desenvolvimento de negócios desde a fase de ideação, passando pelas fases de operação e tração. 

Na fase de ideação, o empreendedor está começando a dar os primeiros passos. Seu principal desafio é validar o seu modelo de negócio, entender se ele é viável, se resolve um problema real e se as pessoas usariam sua solução.

Na fase de operação, o empreendedor já possui um produto lançado, um negócio consistente e ascendente. Seu desafio é incrementar suas estratégias, desenvolver suas práticas empreendedoras e profissionalizar sua gestão, marketing e finanças.

Na fase de tração, o negócio já possui resultados consistentes e grande potencial de alavancagem. Seu desafio é de crescimento, portanto o empreendedor deve compreender bem seus canais de aquisição e quais estratégias deve tomar para que a sua empresa cresça mais rapidamente e de forma consistente.

Após a aprovação no Processo de Seleção, os empreendimentos passam a assumir as seguintes condições:

Empresa incubada: é um empreendimento que está passando pelo processo de incubação, ou seja, que está recebendo suporte da incubadora para o seu desenvolvimento.

Empresa graduada: é uma empresa que passou pelo processo de incubação, ou seja, que recebeu o suporte da incubadora e possui competências para se desenvolver no mercado.

Empresa associada: é uma empresa que passou pelo processo de incubação, graduou-se e continua vinculada à incubadora, visando a realização de parcerias que possam fortalecer a incubadora e o ecossistema de empreendedorismo e inovação.

Incubadora e aceleradora: qual a diferença entre elas?

Incubadoras e aceleradoras têm como foco empreendimentos inovadores e com alto potencial de crescimento, especialmente no setor de tecnologia. Entretanto, apesar de se parecerem à primeira vista, as aceleradoras possuem importantes diferenças em relação às incubadoras. 

De maneira geral, as incubadoras são associadas a uma instituição de ensino e pesquisa e oferecem ao empreendedor orientação e espaço a um preço subsidiado. As incubadoras, quase sempre, não possuem fins lucrativos, sendo mantidas por instituições públicas. 

As aceleradoras normalmente são entidades privadas que não só não cobram dos empreendimentos como investem neles, tornando-se sócios. As aceleradoras ajudam os empreendimentos a crescerem em ritmo acelerado e o sucesso delas depende do sucesso de seus empreendimentos acelerados. Além do espaço físico, as aceleradoras oferecem mentorias, experiência e inteligência de negócios, acesso a networking e diversos benefícios de parceiros.

Os empreendimentos nas fases de curiosidade e ideação ainda não se encontram no estágio adequado para participar de um programa de aceleração. Como precisam aprender mais sobre o negócio a ser desenvolvido, o seu principal desafio é dar os primeiros passos para validar a sua ideia, o que pode ser atendido em programas incubação, não restringindo, entretanto, a atuação das incubadoras a essas fases.

Em geral, aceleradoras atuam nas fases de operação e tração. Como, nessas fases, os empreendedores já possuem um produto lançado (mesmo que com poucas funcionalidades), um modelo de negócios consistente e validado, o seu principal desafio é o crescimento. 

É importante enfatizar que os processos de incubação e aceleração podem ser complementares.